segunda-feira, 23 de julho de 2012

a propósito das mortes da semana passada e das respectivas reacçoes ao serviço do revisionismo histórico

"(...)cabe ao materialismo dialético reter firmemente a imagem do passado tal como ela se impoe, sem que ele o saiba, ao sujeito histórico no momento do perigo. o perigo ameaça tanto a existência de tradiçao como aqueles que a recebem. para ela como para eles, o perigo está em entregá-los como instrumentos à classe dominante. em cada época é preciso tentar arrancar mais uma vez a tradiçao ao conformismo que quer apoderar-se dela. o Messias nao vem apenas como um redentor; ele vem como um vencedor do anticristo. o dom de atiçar através do passado a chama da esperança pertence apenas ao historiógrafo perfeitamente convencido que diante do inimigo, e no caso deste vencer, nem sequer os mortos estarao em segurança. E este inimigo nao tem cessado de vencer."

Benjamin, VI  Tese sobre a Filosofia da História 


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